Paris Roubaix – História de uma das provas de ciclismo mais antigas e mais doidas

Paris Roubaix – História de uma das provas de ciclismo mais antigas e mais doidas

A Paris Roubaix é uma prova de ciclismo que acontece no Norte da França, uma prova de um dia somente com largada em Compiègne e a chegada em Roubaix.

Considerada uma das provas de ciclismo de estrada mais antigas, com data de nascimento em 1896 e famosa pelo terreno complicado e seus trechos de paralelepípedos, ela faz parte do seleto grupo das corridas “clássicas” do calendário europeu de ciclismo e distribui pontos para o ranking mundial da UCI. A prova só deixou de acontecer apenas durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial.

Esse ano de 2018 a 116ª edição da Inferno do Norte vai percorrer 257 km, sendo 29 setores de paralelepípedos num total de 54,5 km.

Os maiores vencedores da clássica são Tom Boonen e Roger De Vlaeminck com quatro vitórias cada.

Paris Roubaix - História

Também conhecida como Inferno do Norte a prova esse ano de 2018 vai ser no dia 8 de abril, o nome Inferno do Norte vem do termo usado usado para mostrar como o caminho havia ficado após a primeira guerra mundial.

Organizadores e jornalistas deixaram Paris em 1919 buscando ver o quanto da rota havia sobrevivido a quatro anos de bombardeios e trincheiras da guerra. A Procycling, revista britânica de ciclismo, relatou:

Eles pouco sabiam sobre os efeitos permanentes da guerra. Nove milhões haviam morrido e a França perdeu mais do que qualquer outro. Mas, como em outros lugares, as notícias eram escassas. Quem saberia se ainda existia uma estrada para Roubaix? Mais que isso, Roubaix ainda estava lá? O carro dos organizadores e jornalistas percorreu o caminho que aqueles primeiros competidores haviam passado e, no início, tudo aparentava estar bem. Havia destruição, pobreza e uma estranha ausência de homens. Mas a França havia sobrevivido. No entanto, ao se aproximarem do norte, o ar exalava um cheiro de ralo, esgotos e gado putrefato. As árvores estavam negras, queimadas, quando não haviam sido transformadas em tocos. Havia lama por toda a parte. Ninguém sabe quem primeiro a descreveu como ‘inferno’, mas não havia melhor maneira de se expressar. E foi assim que foi publicado nos jornais do dia seguinte: aquele pequeno grupo de pessoas havia visto o ‘inferno do norte’.

 

COMPARTILHE

Comente