XTERRA em Paraty teve recorde de inscritos no MTB Enduro

XTERRA em Paraty teve recorde de inscritos no MTB Enduro

Neste último final de semana (02 e 03) o XTERRA Brazil Tour teve sua última etapa realizada em 2017. O evento esportivo aconteceu na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, e contou com mais de 2.500 atletas amadores e profissionais inscritos. Por ser a edição de encerramento do ano, foram definidos todos os campeões da temporada, que receberam suas premiações durante confraternização no Empório Mercante, na Vila Colonial.

MTB e MTB Enduro

As modalidades mais velozes do festival XTERRA são, obviamente, as de MTB. Com direito a recorde no número de inscritos no Enduro, onde cerca de 100 atletas competiram por dois dias radicais e encararam cinco descidas insanas no litoral carioca, com direito à última travessia com mais de 10 minutos para ser finalizada. Os campeões da etapa e da temporada foram os famosos Léo Mattioli e Paty Loureiro.

MTB Cup Pro só foi decidido nesta última etapa. A modalidade foi páreo duro do início ao fim, mas coroou Sidnei Fernandes e Sofia Subtil, que não deram chance ao azar e venceram no percurso de Paraty. Sidnei, aos 33 anos, foi bicampeão do XTERRA, com um desempenho impressionante nos últimos dois quilômetros de prova, onde abriu vantagem pedalando com muita técnica. A jovem Sofia, de apenas 24 anos, não segurou as lágrimas ao cruzar a linha de chegada e descreveu o que sentiu:

“Muita coisa vem à cabeça. Era uma data em final de temporada, onde a rotina de treinamentos fica menos puxada. Eu comecei como líder, mas se a Sabrina ganhasse eu perderia tudo e, no meio da prova, ela se distanciou um pouco de mim e fiquei preocupada demais. Só consegui recuperar novamente no quilômetro 21. Eu queria demais esse título na minha carreira, é um reconhecimento importante e estou sem patrocinador, então espero que esse troféu me ajude com novos parceiros, para que eu possa disputar o bicampeonato em 2018”, confessou.

Apesar da soberania, Moletta demonstrou humildade e preferiu rechaçar a fama de favorito. “Ah, eu acho que não existe isso de favoritismo no XTERRA, na prova de hoje eu perdi, por exemplo. Tem muito cara bom, como o Diogo Malagon e o Fred Zacharias por exemplo. Quem venceu hoje foi o Eduardo Lass, que treina comigo, conheço muito bem e acho que é bem promissor. Isso prova que tudo pode acontecer, inclusive imprevistos como uma bicicleta quebrar ou um tornozelo torcer. Fico contente com mais uma conquista importante, mas eu nunca posso afirmar que vou vencer, apenas que quero e tento ao máximo”, confessou.

Já Sabrina Gobbo fez uma análise mais confiante, porém em tom de lamentação. “Tenho dez anos de experiência e fora do Brasil tenho muitas adversárias que ‘batem de frente’, mas aqui, fora uma ou outra como a minha amiga Isabella Ribeiro (segunda colocada no ranking), não há tantas. Isso é ruim, mas prefiro pensar em bater o recorde da Luzia Bello, que foi a única mulher a conseguir quatro títulos de temporada no XTERRA. Ano que vem vou com tudo para realizar meu objetivo”, almeja Gobbo, de 39 anos de idade.

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