Rigoberto Uran disse que não liga para a fama e só quer pedalar

Rigoberto Uran disse que não liga para a fama e só quer pedalar

Rigoberto Uran costuma ser bem discreto na vida pessoal e nas corridas que participa, o Tour de France desse ano foi assim. Ele preferiu escapar da atenção dos jornalistas presentes e de qualquer espectador que questionasse seu desempenho.

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Uran não é mal educado, muito pelo contrário. Mas ele prefere não perder “tempo” falando sobre o que aconteceu ou até o que vai acontecer depois da corrida. Ele prefere viver o presente e se concentrar nisso.

2017 foi uma ótima temporada para mim, independente dos resultados; Minha realização pessoal não depende de vitórias em corridas, sei que isso faz parte do ciclismo profissional, mas não me preocupo com a obrigação de vencer; Se eu conseguir, ótimo, mas se não conseguir não será o fim do mundo; Quero saber da minha saúde e satisfação de estar ali”, disse Uran e continuou: “Alguns atletas não parecem se divertir quando se concentram em alguma corrida, eles são muito competitivos e esquecem de relaxar; Eu não sou assim; Eu adoro competir e ser um ciclista profissional; Acima de tudo, somos todos seres humanos e precisamos fazer o que amamos”.

Essa visão de vida de Uran provavelmente veio da infância difícil na Colômbia. Seu pai morreu quando ele tinha 14 anos e fez do ciclismo uma forma de construir uma vida melhor para sua família. Com 19 anos ele já era profissional.

Ele começou em equipes pequenas e, mesmo com um inglês debilitado, foi contratado pelo Team Sky em 2011 e a partir daí deslanchou com grandes conquistas. Se mudou para a Quick-Step Floors em 2014 e teve uma temporada difícil no ano seguinte. Em 2016 ele foi para a Cannondale e, apesar de alguns problemas de saúde, conseguiu terminar em sétimo no Giro d’Italia do mesmo ano.

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