Salário dos ciclistas homens do WorldTour aumentaram, mas o das mulheres não!

Salário dos ciclistas homens do WorldTour aumentaram, mas o das mulheres não!

A UCI anunciou na semana passada que, pela primeira vez em cinco anos, alguns ciclistas profissionais receberão um aumento salarial. O salário mínimo para os homens aumentará para cerca de R$ 140 mil (em times de WorldTour) e R$ 115 mil (em equipes Continental), para 2018. (Valores anuais)

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Curiosamente, o mesmo aumento nos times femininos não foi anunciado. Isso porque não há salário mínimo para as mulheres no pelotão profissional.

A desigualdade entre equipes masculinas e femininas tem uma longa história. Algumas ciclistas de elite tem outros empregos para ter um rendimento financeiro maior. A tri campeã mundial Giorgia Bronzini, por exemplo, serviu ao exército italiano durante sua carreira como ciclista.

A verdade é que a UCI trata o ciclismo pro feminino com as mesmas regras do time Continental (que representa uma “base” para jovens ciclistas que anseiam uma vaga no time de elite).

Quando Brian Cookson assumiu o cargo de presidente da UCI há quatro anos, ele colocou o salário mínimo das ciclistas em sua lista de mudanças. Nesse tempo, Cookson presidiu uma evolução constante no ciclismo feminino. As mulheres agora ganham o mesmo prêmio em dinheiro nos eventos do campeonato mundial da UCI, e no ano passado, a organização estendeu as distâncias para eventos femininos para 160 km.

Talvez a maior mudança tenha sido a inauguração em 2016 do Women’s World Tour, uma série de corridas de um dia. As 20 melhores equipes do ranking da UCI competem, e os organizadores da corrida são obrigados a fornecer subsídios de viagem e de publicidade.

Apesar do Women’s World Tour, a questão salarial não foi cumprida por Cookson: “Não é fácil mudar uma regra assim”, ele disse.

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