Volta a Espanha 2017 – Joaquim Rodriguez prevê grandes ataques nas etapas de montanha

Volta a Espanha 2017 – Joaquim Rodriguez prevê grandes ataques nas etapas de montanha

Nessa segunda acontece a primeira etapa de montanha da Vuelta a España 2017. Dessa vez, a etapa terá 3000 metros de escalada e uma subida longa de 20 km. Aqui, os ciclistas mais “fracos” podem encontrar seu primeiro grande desafio.

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Joaquim Rodriguez, conselheiro da Bahrain-Mérida e residente de Andorra, comentou: “É uma etapa tanto quanto estranha já que o final será no meio da cidade; Se o ciclista encontrar problemas em Rabassa ou até em Cornella pode perder muito tempo em uma distância curta”.

Rodriguez tem experiência em grandes provas como essa. Além de ter sido um grande atleta que se aposentou recentemente, ele também ajudou a projetar a etapa 2015 da Vuelta em Andorra, o que foi apelidado de estreia mais difícil da história atual em Grand Tours.

“O Rabassa não é tão difícil, mas o Cornella, que é mais curto, é muito mais; Se você tem 10 metros de vantagem no topo do Cornella, então será quase impossível perde-lo na descida; Apesar de ser mais plano, a parte mais difícil do Rabassa é quando começa; A primeira metade é a mais difícil até cerca do km cinco [de 13] depois fica muito mais estável”, disse Rodriguez.

O clima nesse ano talvez seja o fator mais imprevisível. “A descida não é perigosa, seja na Rabassa ou na Cornella, porque em Andorra as superfícies rodoviárias são construídas para resistir a fortes chuvas; Mas se tivermos uma tempestade, isso sempre aumenta os níveis de estresse dos atletas“, comentou Rodriguez.

No domingo a noite, o clima estava relativamente quente, sem previsão de chuva. Porém, em montanhas todos sabem que o tempo pode mudar drasticamente. Em 2013, por exemplo, quando a Vuelta chegou a Andorra, após dias cansativos de 30 graus, os atletas enfrentaram temperaturas congelantes de 4 graus em cima da Envalira. Vários ciclistas abandonaram a prova nesse dia, alguns com hipotermia.

Sobre os possíveis vencedores, Rodriguez também tem seus palpites: “Apostaria em Dani Moreno (Movistar) ou Esteban Chaves (Orica-Scott), alguém que viva na área e que saiba exatamente onde atacar”. Ele sorriu enigmático e não respondeu sobre o poder de Vincenzo Nibali nos ataques de downhill.

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