Geraint Thomas: Foi a minha melhor e pior temporada no mesmo ano

Geraint Thomas: Foi a minha melhor e pior temporada no mesmo ano

Menos de quinze dias depois de sair do Tour de France 2017 com a clavícula quebrada, Geraint Thomas, 31 anos, já está de volta aos treinos. O galês, que liderou a corrida por vários dias depois de vencer na abertura, descreveu 2017 como sua melhor e pior temporada.

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Agora, de volta para sua casa em Mônaco (e depois de uma cirurgia na clavícula), Thomas falou sobre o Tour de France e sobre a renovação com o Team Sky.

Apesar de alguns acidentes iniciais, ele liderou o Tour por alguns dias até eventualmente sair na etapa 9. “Essa foi a primeira vez que lesionei minha clavícula, então eu sou oficialmente um ciclista agora; estive dez dias afastado da bicicleta depois da minha cirurgia, mas agora estou voltando aos poucos”, disse ele.

Em abril, ele procurou fazer um forte Giro d’Italia – sua primeira principal chance na Sky em um Grand Tour -, mas ele se acidentou antes que a corrida atingisse as subidas mais difíceis.

Ele se recuperou e competiu no Tour de France, bateu Froome nas primeiras rodadas e vestiu a camisa amarela. “É difícil pensar sobre os pontos altos porque são os pontos baixos mais recentes e eles estão frescos na minha cabeça”, admitiu ele. “Eu acho que esta foi a minha melhor e a minha pior temporada no mesmo ano; quando terminar o Tour, será mais fácil olhar para trás, porque nesse momento ainda queria estar lá“.

Os acidentes de Thomas tanto no Giro como no Tour de France ressaltam como os ciclistas são vulneráveis. Esses períodos de “má sorte” podem levar alguns atletas a se questionar, mas não é o caso de Thomas. Ele admite que cometeu erros, mas a sorte esteve com ele na maior parte das corridas. “Eu sei que foram acidentes e não há nada que eu podia fazer; São acidentes e eles acontecem, essa é a vida”.

Depois do Giro e do Tour, muitos se perguntam se Thomas irá para a Vuelta em agosto. Ele ignora a Espanha e pretende competir no Tour da Grã-Bretanha e nos Campeonatos Mundiais. “Fisicamente falando, eu seria capaz de competir na Vuelta, mas mentalmente eu não estou preparado; ganhei peso parado e precisaria me esforçar mais para competir agora então prefiro esperar e dar o meu melhor mais para frente”.

Thomas não compete no Tour da Grã-Bretanha desde 2011 e quer representar bem o Team Sky nessa corrida.

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