A evolução da nutrição dos atletas no Tour de France

A evolução da nutrição dos atletas no Tour de France

Você imagina o que aconteceria se algum ciclista ingerisse álcool durante o Tour de France? Pois pasme: antes era permitido beber e até fumar durante a competição. Veja aqui como se deu a evolução da nutrição no ciclismo em grandes competições.

Focus Cayo Ultegra

1903: Tour de bares

O primeiro Tour de France foi vencido por Maurice Garin, que parava nos bares da zona rural para beber e se alimentar durante a prova. O gosto pelo café durante os exercícios vem desde essa época e até hoje esse é um costume bem comum.

1904: A nutrição do campeão Henri Cornet foi à base de 11 litros de chocolate quente, 4 litros de chá, champanhe e 1,5 kg de pudim. Tudo isso em apenas um dia. Nessa época, era permitido fazer algumas paradas no trajeto para se alimentar.

1910: As paradas para reabastecimento foram abolidas e dessa vez os ciclistas paravam na estrada quando sentiam fome e tinham apoio externo para montar o banquete. Normalmente esses “piqueniques” continham muito pão e massas em geral.

1920: Sacolas de comida

Os ciclistas dessa época usavam sacos de Musette (usados pelos soldados na guerra) para levar alimentos. Agora já não era necessário parar para se alimentar.

1900 – 1960: Nada de energéticos! Os atletas dessa época ingeriam álcool durante as competições, desde cerveja até champanhe tanto para manter a hidratação quanto para tornar a corrida mais divertida. Na 17ª edição do Tour de France, em 1935, quase todo o pelotão parou para beber com os moradores locais.

1920: Os ciclistas eram liberados para fumar enquanto pedalavam para “expandir os pulmões”.

1926: Muitos ciclistas levavam bananas para manter o nível de energia.

1939: Perai, e as questões nutricionais?

Foi a partir de 1939 que os atletas começaram a considerar a nutrição como algo importante para suas performances no Tour de France. Aí entram as vitaminas para mantê-los saudáveis e melhorar o desempenho.

1960: Eddie Merckx apreciava uma comilança, principalmente as sobremesas. Ele não se importava muito se estava em fase de competição ou não e dizia: o que dói não é o doce, é a subida.

1965: Inventaram o Gatorade e a nutrição esportiva nunca mais foi a mesma. Era unânime: todos os ciclistas do Tour tomavam essa bebida milagrosa para repor os sais perdidos.

1970: As bebidas esportivas estavam cada vez mais populares e os carboidratos começaram a entrar no foco também, como um combustível necessário durante os exercícios.

1985: E entra em cena a cafeína

A partir de 1985, a cafeína entrou pra valer no esporte e até hoje é bem comum parar para tomar aquele cafezinho durante o treino.

1988: Em um estudo médico, foram examinados cinco ciclistas do Tour de France de 88 e descobriu-se que eles consumiram em média 24,700kJ por dia e gastaram 25,400kJ. A ingestão de líquidos foi de 6,7 litros por dia e mais de 60% da dieta era de carboidratos com taxa de 95 gramas por hora durante a corrida. A principal fonte do carbo? Bolos.

Década de 80: Chega ao mercado a Coca-Cola e também ao esporte. Alguns atletas tomavam o refrigerante após a competição.

1987: Invenção dos géis esportivos para reposição de carboidratos.

Década de 90: A equipe 7-Eleven foi a primeira a trazer um chef para cuidar da alimentação dos atletas, e isso era bem diferente da comida mal feita do hotel.

2005: A alimentação foi colocada em questão mesmo. Os novos atletas se acostumaram bem com a nova rotina alimentar, mas os da velha-guarda não gostaram muito não. Era comum atletas levarem comida “proibida” escondida para o hotel.

O cuidado com a alimentação tem se mostrado muito importante na performance dos ciclistas, vamos aguardar as próximas tendências.

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