Etapa 1 da Copa Specialized Diverge Gravel Race 2017

Etapa 1 da Copa Specialized Diverge Gravel Race 2017

Os entusiastas da bicicleta no Brasil podem comemorar o novo conceito em corridas de bicicleta. A 1ª etapa da Copa Specialized Diverge Gravel Race foi um sucesso em Itanhandu (MG). O evento realizado pelo Big Biker Cup surpreendeu pelo número de participantes e as possibilidades de aventura deste tipo de bicicleta de estrada que desafia os limites de uma pedalada tradicional.

“Estávamos muito preocupados, pois o percurso da Grave Race tinha trechos complicados, principalmente. com muitas pedras. Mas de acordo com os atletas, os obstáculos foram um grande desafio. O número de inscritos foi maior do que esperávamos. De acordo com o Daniel Aliperti que comentou após a chegada: “A Gravel Race já pegou!” conta Gonga, organizador da prova.

A Diverge Gravel Race não foi apenas uma corrida de bicicleta, tornou-se uma celebração do ciclismo com ênfase na diversão e na exploração. As Gravel Races são bicicletas que nos estimula a divergir e buscar a aventura onde antes não era possível com uma bicicleta de estrada tradicional. Bikes que misturam características como a agilidade e velocidade de uma bike de estrada, agora somam a capacidade de uma bicicleta de ciclocross ou até mesmo de uma MTB. São chamadas de All Road pois rodam bem em estradas em qualquer condição: seja asfalto bom, asfalto ruim, estradas de terra batida ou estradas de cascalho.

“O Team Fuga CC prestigiou a Copa Diverge dentro do formato do já consagrado Big Biker neste final de semana (12 de março). Louvada iniciativa da Specialized para promover seu modelo Diverge e a modalidade de corrida gravel/adventure, que reuniu perto de 40 ciclistas com bicicletas específicas para gravel, ciclocross, touring (uma Awol e duas bikes sob medida) além de uma speed com pneus 25mm e freio ferradura. Foram 60km de trajeto misto, 10 km de asfalto e o restante de terra. E na terra foi onde encontramos os grandes desafios: o piso nem sempre favorável para pneus entre 32 e 36mm e a inclinação das descidas,” relata Albert Pellegrini,gestor do Team Fuga.

“A maioria das bicicletas de gravel não possuem suspensão, portanto num chão de terra batida rendemos bem, agora quando há irregularidades, pedras soltas ou não, valas, profundas erosões, o ciclista sofre. Não há descanso para as pernas, lombar e braços, sempre tentando manter a melhor linha do traçado. As categorias Diverge: feminina e masculina largaram logo atrás de uma categoria de MTB com centenas de atletas. Logo na primeira subida dava pra perceber a diferença entre as modalidades. As gravel bikes subiam muito mais rápido que os mountain bikers e como eram muitos tínhamos que gritar abrindo passagem e, nas descidas, pelo menos nas primeiras, mantínhamos o mesmo passo. Sempre passávamos ouvindo comentários do pessoal de mtb, “olha o speedeiro”, “os caras de drop”, “que malucos!”, todos soando como elogios para nós,” afirma Albert.

“O piso irregular fez a primeira vítima perto do quilômetro 6, Daniel Aliperti teve seu pneu furado. Logo mais pra frente, Paulo Zapella, que no momento estava liderando a prova, também foi vitimado. Ambos estavam usando pneus com câmaras ao invés de tubeless com selante. Para andar com calibragem baixa não tem jeito, tem que ser tubeless,” indica Albert.

“No quilômetro 16, entramos no trecho de asfalto, em descida, hora de aproveitar a geometria e pneus mais finos e acelerar. Ainda na terra avistei um outro ciclista da minha categoria, assim que entramos no asfalto acelerei e emparelhei com ele, fomos trocando vácuo pelos 10 quilômetros de asfalto avistando à distância mais dois ciclistas. Percebi que estava aproximando deles porém ía demorar para alcançá-los. Ao voltar pra terra havia área de abastecimento onde cruzei com a Renata Ruiva esperando Daniel Labadia passar de mtb. Eles são entusiastas da modalidade gravel e sempre nos provocam a participar do Desafio Rural, prova que organizam já faz um tempo. Tomei um copo de água para economizar a da caramanhola. Seriam 4 pontos de abastecimento e me programei para não ter pane seca. Na subida de 10km ininterruptos, ultrapassando um mountain biker, ele me perguntou se eu sabia que posição estava, falei que não, dai ele informou que estava em quinto. Isso me animou e forcei pra chegar no ciclista que estava à minha frente,” descreve Pellegrini.

Próximas etapas

A Copa Specialized Diverge Gravel Race terá a segunda etapa em Taubaté (SP), no dia 7 de maio. A grande final acontecerá no dia 02 de julho em São Luiz do Paraitinga (SP). Confira o regulamento e garanta sua inscrição nos links abaixo:

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