A verdade sobre a asma e a relação com o ciclismo

A verdade sobre a asma e a relação com o ciclismo

Em abril de 2016, Simon Yates tomou uma punição após testar positivo para Terbutalina, droga usada também no tratamento de asma. Com Bradley Wiggins e a British Cycling no centro das atenções por conta de doping, ainda ficamos confusos sobre os tratamentos de asma no ciclismo.

Por que será que tantos ciclistas precisam de tratamento para respiração? E será que eles realmente tiram vantagem disso?

Entendendo a asma

Uma pesquisa realizada antes dos Jogos Olímpicos de 2004 mostrou que cerca de 40% dos ciclistas tinham asma comparado com apenas 8% da população mundial. Segundo especialistas, atletas são muito mais propensos a problemas respiratórios por causa do ambiente e condições de treinamento a que são exigidos.

Sobre as medicações usadas no tratamento da asma, médicos afirmam que não são diretamente ligadas à melhora de desempenho. Em uma pessoa que não sofre de asma, esses medicamentos são quase imperceptíveis ao organismo. Não há estudos que comprovem que, em indivíduos asmáticos, há uma melhora de desempenho se tratado com as medicações.

A substância usada por Wiggins, é uma droga mais pesada para esse tratamento, se trata de corticosteroide. Essas injeções são prescritas somente quando o paciente com asma está seriamente debilitado. E é aí que mora a dúvida. Será mesmo que Wiggins  estava tão mal? Se ele estivesse mesmo em crise asmática, não seria melhor poupá-lo da competição?

Se Wiggins e sua equipe estavam apenas sendo extremamente cautelosos e prevenidos, nunca saberemos. O que sabemos é que doenças respiratórias são comuns entre os ciclistas e, doenças mais sérias devem ser acompanhadas por médicos.

Afinal, o tratamento da asma melhora a performance do atleta?

Os efeitos dos corticosteroides injetáveis (como a triamcinolona) são fortes, inclusive é poupador de glicogênio, o que seria ótimo em uma corrida de resistência. Essas drogas também induzem a sensação de euforia, o que pode manter a fadiga longe por mais tempo.

A forma como Wiggins usou o medicamento pode ter influenciado o seu desempenho nas provas que competiu, mas isso depende da quantidade.

Atualmente há muitas “brechas” na regulamentação das substâncias proibidas, o que pode induzir o erro e falta de informação. Somado a isso, há muitas dúvidas dos efeitos que as medicações para asma causam durante uma atividade física de alta performance, é por isso que mais pesquisas são necessárias.

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