Caso dos freios a disco nas speed: UCI pediu mais respeito ao processo democrático

Caso dos freios a disco nas speed: UCI pediu mais respeito ao processo democrático

A UCI finalmente respondeu ao pedido da CPA (Associação dos Ciclistas Profissionais) de proibição dos freios a discos nas provas. No comunicado, assinado por Mark Barfield, a UCI se defendeu e questionou a veracidade das alegações feitas pela CPA.

Na semana passada, o comunicado enviado pela CPA dizia que a UCI não respeita a opinião da maioria dos ciclistas profissionais e estão seguindo com testes dos freios a disco mesmo com toda discussão em volta do tema.

Por outro lado, a UCI insiste que o assunto está sendo tratado com muita clareza, com envolvimento da CPA e outras partes interessadas em todo o processo, e por isso pedem mais respeito aos resultados que todos votaram e ajudaram a aprovar (essa negociação ocorreu em junho quando Fran Ventoso cortou a perna, na época houve uma concordância de haver novos testes e, em outubro, decidiram pela única mudança: extremidades arredondadas dos freios).

Um mês mais tarde, a CPA divulgou que a maioria dos ciclistas profissionais não estava satisfeito com os pelotões mistos e com as decisões tomadas pela UCI, solicitaram ainda maior proteção nos freios a disco como um revestimento. O que não contavam era que Tom Boonen e Marcel Kittel tivessem permissão para competir com os freios em janeiro desse ano.

Entenda a pesquisa da CPA

Em novembro de 2016, uma pesquisa foi feita concluindo que a maioria dos membros da associação é contra o uso dos freios a disco como a UCI havia proposto. Como resultado, 16,38% concorda com mais testes dos freios, 42,31% não concorda com os testes a não ser que as condições impostas sejam cumpridas e 40,87% não concorda com os testes em qualquer circunstância.

A UCI lançou dúvidas sobre essa pesquisa, alegando que as perguntas eram tendenciosas e que não esclareciam todas as dúvidas sobre o caso.

Foto capa: Tim de Waele/TDWSport.com

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