O protocolo climático da UCI deixou as corridas de ciclismo mais leves?

O protocolo climático da UCI deixou as corridas de ciclismo mais leves?

A teoria da segurança em primeiro lugar deixou os ciclistas e equipes menos dispostos a assumir os riscos. As primeiras provas dessa temporada deixariam os ciclistas preparados para todo tipo de condição climática na Europa e do mundo. Mas, com o protocolo de condições climáticas extremas da UCI (EWP) o número de etapas encurtadas cresceu, e muito.

Em 2016, por exemplo, duas das finais mais disputadas na França (Paris-Nice e Tour) foram canceladas devido ao clima. No Ventoux, a final foi modificada por causa dos fortes ventos, que chegaram a 100 km/h e o diretor do Tour de France, Christian Prudhomme insistiu que não havia escolha e que a decisão foi altamente responsável.

Para Rod Ellingworth, do Team Sky, a segurança dos ciclistas é fundamental: “gastamos muito dinheiro com os atletas; a saúde e segurança deles são essenciais para toda a equipe”.

Allan Peiper, veterano da famosa nevasca do Giro em 1988, tem uma opinião diferente: “naquele dia eu terminei em 39º mas cheguei até o final, pra mim era um desafio no qual eu precisava passar; talvez isso está sendo perdido por causa do profissionalismo do ciclismo”.

Atualmente também está mais aceitável cancelar um dia de corrida, ou uma etapa, apesar de ser um assunto ainda muito discutido pela ANAPRC. Fato é que a partir daqui será quase impossível ver corridas sob a nevasca ou atletas cruzando a linha exaustos e em colapso, como aconteceu em Gavia em 1988. Ainda há muito que se discutir, mas vamos esperar os próximos capítulos.

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