Abraão Azevedo busca o sétimo título da Brasil Ride ao lado de Bart Brentjens

Abraão Azevedo busca o sétimo título da Brasil Ride ao lado de Bart Brentjens

A sétima edição da Brasil Ride, entre 15 e 22 de outubro, reunirá 1.500 ciclistas e deverá destacar, mais uma vez, belas histórias do mountain bike mundial. Com uma rota inédita após seis temporadas na Chapada Diamantina, a ultramaratona será realizada na Costa do Descobrimento, entre o distrito de Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, e a cidade de Guaratinga. Maior campeão do evento com seis títulos no currículo, o formosense radicado em Brasília, Abraão Azevedo, vai em busca do seu sétimo troféu, pedalando pelo quarto ano consecutivo ao lado do campeão olímpico de Atlanta 1996, o holandês Bart Brentjens.

Abraão teve quatro companheiros diferentes nos últimos seis anos na categoria máster: os brasileiros Plínio Souza, Paulo Freitas e Paulo Borges, entre 2010 e 2012, e o holandês Bart Brentjens, lenda do esporte, entre 2013 e 2016. “Minha expectativa é grande para correr em um percurso totalmente novo, como será o desta edição. É como estivesse correndo a primeira Brasil Ride. Independentemente de resultados anteriores, espero curtir as trilhas e ter uma boa semana ao lado do meu parceiro Bart. Estamos sempre aprendendo”, avalia Abraão.

A Brasil Ride será a terceira ultramaratona em que os dois formarão dupla nesta temporada. “Bart e eu estamos sempre em contato, seja por meio de aplicativos de celular ou por e-mail. Corremos juntos a Cape Epic, na África do Sul, e a Costa Blanca Bike Race, na Espanha”, relembra Abraão, que fala sobre os desafios da sétima edição. “Estou um pouco preocupado com a chuva, que pode complicar um pouco o trajeto, mas o que sei que têm quatro dias de trechos bem difíceis com alta umidade e calor, entre a segunda e quinta etapas”, avalia o ciclista.

Parceria antiga – Campeãs na primeira edição, em 2010, a portuguesa Celina Carpinteiro e a alemã Ivonne Kraft irão reeditar uma parceria de sucesso neste ano. De lá para cá, as duas tiveram histórias diferentes na competição. Enquanto Ivonne foi tetracampeã nas duplas mistas, entre 2011 e 2014, ao lado de Mateus Ferraz, e terceira colocada em 2015, com Alan Pedreira, Celina competiu apenas mais uma vez, dois anos atrás, com a brasileira Isabel Caetano.

“A verdade é que estou muito motivada e sinto-me muito bem fisicamente. Voltar a fazer dupla com a minha amiga Ivonne, e ainda por cima neste novo começo da Brasil Ride tem um significado muito especial, porque foi na primeira edição que nos conhecemos e foi quando conquistei meu único título da prova”, conta Celina. “Ela tem tem vindo a Portugal para treinar. Já fizemos também a prova Andalucia Bike Race em equipe, e a Ivonne prestou apoio para a minha equipe na Transalp. Enfim, já nos conhecemos muito bem”, completa a portuguesa.

Entre as diversas competições disputadas por Celina Carpinteiro em sua carreira, a ciclista não tem dúvida em apontar qual a mais difícil até hoje. “A Brasil Ride é a prova mais dura que já fiz em etapas. É uma superação pessoal, autoconhecimento de seus limites físicos e psicológicos. O fato de ser em dupla, aumenta todas as sensações, sejam elas boas ou más”, conta Celina, que relembra suas participações anteriores: “Na estreia foi muito difícil por conta do excesso de chuvas. Em 2014, as etapas foram mais técnicas. Inclusive, na segunda quebrei meu selim e tive de pedalar 45 km sem sentar”, finaliza.

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