Finalmente o Velódromo Olímpico foi entregue, faltando 39 dias para o início das Olimpíadas

Finalmente o Velódromo Olímpico foi entregue, faltando 39 dias para o início das Olimpíadas

Com dezenas de atletas na pista de competição, o Velódromo Olímpico foi entregue ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 na manhã deste domingo, 26 de junho. A entrega foi a última a ser realizada no Parque Olímpico da Barra, que já tem todas as instalações aptas a receberem competições. O palco das provas de ciclismo e paraciclismo de pista recebeu R$ 143,5 milhões de investimentos, sendo R$ 118,8 milhões do Ministério do Esporte (R$ 112,9 milhões para construção e R$ 5,9 milhões para manutenção) e foi executado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

A pista de 250 metros é feita de pinho siberiano e foi desenhada pelo especialista alemão Ralph Schürmann. As placas e tesouras de madeira que dão suporte ao piso foram importadas da Alemanha. Foram utilizados cerca de 55 quilômetros de madeira e 94 treliças, além de 1,2 tonelada de pregos. O tipo de pinho utilizado é menos suscetível à umidade e ao calor, o que torna a pista mais durável. A instalação terá flexibilidade para outras configurações de arena e permitirá que o Rio de Janeiro possa sediar competições internacionais após os Jogos.

Ciclistas de sete países – Brasil, Suíça, Austrália, Rússia, Japão, China e Hong Kong – fizeram o teste esportivo da pista neste sábado e domingo. De acordo com eles, o atraso na entrega e a ausência de um evento-teste mais amplo não influenciaram na qualidade do local da competição.“A pista já está ótima e estará em excelentes condições. Agora não temos nada a dever para nenhum outro lugar de competição do mundo. Foi uma honra testar a pista aqui como representante do Brasil”, afirmou Armando Camargo Filho, suplente de Gideoni Monteiro, o único brasileiro classificado para as disputas no Velódromo durante os Jogos Olímpicos 2016. Essa será a primeira participação brasileira em provas olímpicas de pista dos últimos 24 anos. Gideoni está em fase final de preparação para as Olimpíadas e permaneceu treinando na Suíça.

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“Estive em vários velódromos do mundo e não tenho dúvidas de que este é um dos melhores. Por estar ao nível do mar, os recordes podem não ser batidos, pois a velocidade é mais alta em locais com mais altitude. Mas é uma questão que todos os atletas sabem e não esperam algo diferente”, acrescentou Armando. “Ouvi os treinadores falando ‘very good’ [muito bom] depois de analisarem com bastante atenção toda a pista”.

O australiano Alexander Porter, campeão mundial em 2016 na prova de perseguição por equipes e atual número 33 do ranking mundial da prova Omnium, elogiou a pista, mas ressaltou que ainda há um pouco de poeira que provém das instalações das arquibancadas temporárias e posições de imprensa que ainda estão em andamento. “Temos certeza que este pequeno detalhe estará 100% ajustado para os Jogos. De resto, o equipamento é muito bom para os competidores”, afirmou o atleta. “Esta será minha primeira Olimpíada. Estou muito empolgado para participar. Serão muitas emoções, muitas surpresas. Foi importante estar aqui neste teste, pois poucos puderam participar. Acredito que isso será uma vantagem”, finalizou Porter.

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“O Velódromo é ótimo e a pista está muito bem construída. Acho que ela será muito rápida para os Jogos. Espero ter um bom desempenho aqui em agosto”, disse o suíço Gaël Suter, já classificado para as Olimpíadas.

Fotos: Miriam Jeske/Brasil2016.gov.br

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