Freios a disco podem voltar no ciclismo profissional em Junho

Freios a disco podem voltar no ciclismo profissional em Junho

No mês passado, em uma carta aberta o atleta da equipe de ciclismo Movistar, Francisco Ventoso afirmou publicamente que a lesão horrível que sofreu no Paris-Roubaix foi causado por um rotor de freio a disco. A entidade que comanda o esporte, a União Ciclística Internacional (UCI), reagiu apenas três dias depois por imediatamente travar os testes dos freios a disco que tinha sido originalmente programado para ser executado durante toda a temporada de 2016.

Essa decisão foi visto por alguns como uma reação instintiva. Embora a lesão de Ventoso era realmente séria, seu relato sobre o incidente era incerto desde o início, e não pôde ser verificada.

Três semanas após a decisão inicial, a UCI tomou o tempo para avaliar mais profundamente a situação. O site de noticias internacional publicou CyclingTips dizendo ter conhecimento de que existem planos para reiniciar os testes a partir de junho, provável que seja nas provas: Critérium du Dauphiné 2016 ou Tour de Suisse.Freios a disco podem voltar no ciclismo profissional em Junho_A Comissão de Equipamentos da UCI realizou uma teleconferência privada na semana passada com membros-chave da indústria do ciclismo, incluindo um grupo de lobby da indústria para esportes olímpicos, durante o qual várias conclusões importantes foram compartilhados. O site CyclingTips obteve notas tiradas durante essa reunião.

Talvez a descoberta mais impactante é a de que um médico forense, concluiu que a lesão horrível de Ventoso foi provavelmente causado por um anel de corrente e não um rotor de freio a disco.

A equipe Movistar respondeu via e-mail, dizendo que nem Ventoso nem a equipe “tinha interesse” em continuar a discussão sobre o seu acidente. “Ele explicou muito claro o que e como aconteceu”, escreveu um porta-voz da equipe, “com o único objectivo de ajudar o nosso amado esporte para continuar progredindo”concluiu.

No entanto, a comissão equipamentos da  UCI fez reconhecer as preocupações das arestas nos rotores, a possibilidade de queimaduras através do contato com rotores que tornaram-se quente depois de frenagem em descidas longas.

Para se ter o reinício dos testes, foi imposto para incluir pelo menos uma modificação fundamental para os equipamentos existentes, a fim de resolver, pelo menos, uma dessas questões, que são bordas arredondadas sobre rotores, de modo a minimizar a possibilidade de dilaceração.

Seguindo em frente, outras mudanças também estão sendo avaliadas, tais como perfis de rotores exteriores redondos, sem cortes ou entalhes e tampas de proteção nos rotores.

A UCI também disse estar executando planos para continuar as investigações com um médico forense para determinar de fato os riscos humanos dos travões de disco.

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