Doping mecânico – Grandes provas italianas de ciclismo com bikes motorizadas

Doping mecânico – Grandes provas italianas de ciclismo com bikes motorizadas

A TV francesa produziu um documentário sobre os motores escondidos nas bikes do pelotão profissional, onde vários ciclistas foram flagrados utilizando motores, só descobertos devido a utilização de câmeras térmicas.

O jornalista italiano Marco Bonarrigo, do Corrieri della Sera, e o francês Thierry Vildary do programa Stade2 revelam que na Strade Biache e na Coppi & Bartali disputada em Riccione sete ciclistas usaram o doping tecnológico, cinco bicicletas tinham o motor escondido no seat tube (tubo vertical/extensão do canote) e duas traziam o motor no cubo traseiro: os motores estavam escondidos nas bicicletas e o uso de câmeras térmicas disfarçadas como filmadoras da emissora publica France Télévision revelaram a utilização dos mesmos.

As imagens produzidas com as câmeras térmicas mostram sensível variação de calor nos pontos indicados, e segundo os técnicos isso representa a utilização de motores que geram mais calor que o normal. Porém a tecnologia evoluiu, os motores instalados entre o tubo do selim e movimento central são de mais fácil detecção, porém os outros modelos tem tecnologia mais avançada e fornecem pontos de calor mais reduzidos, mesmo assim essa variação só pode ser conseguida utilização de motores.

O uso de motores caiu ficou conhecido desde 2010, nas famosas arrancadas de Fabian Cancellara para vencer as clássicas do ciclismo,  Tour de Flandres e a Paris-Roubaix, ficando somente na especulação, sem prova e sem concretização nenhuma. Mas em dezembro de 2015 durante o Mundial de Cyclo-Cross que o primeiro caso foi identificado e divulgado, onde a belga Femke Van den Driessche utilizou um motor em sua bike (leia aqui). Hoje a UCI utiliza um sistema de inspeção instalado em um tablet, o famoso “tablet azul”.UCI tenta controle contra motores nas bikes em provas de ciclismo
engenheiro húngaro Istvan Varjas foi uma forte fonte para os jornalistas estudarem o caso, que diz já existir uma nova versão do motor mais compacta (5 centímetros, contra os 20 dos primeiros modelos feitos por uma empresa austríaca) e uma potência regulável que pode gerar até 250 watts seja no movimento central ou no conjunto cubo/cassete.Doping mecanico - Grandes provas italianas de ciclismo com bikes motorizadas
Na prova Strade Bianche os jornalistas e técnicos que produziram essa matéria de  investigação constataram que havia alguma diferença entre as imagens feitas com uma bicicleta equipada com o motorzinho austríaco (da marca Gruber Assist) e os motores que os profissionais estão utilizando: as manchas de calor detectadas pelas câmeras térmicas produzem uma mancha de cor alaranjado mais claras, manchas se acendem nas subidas e que se apagam nas descidas.

Veja os vídeos abaixo do documentário, da pra colocar legenda do youtube:

Veja a matéria original: www.corriere.it

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