Pirataria nas competições de bike

Pirataria nas competições de bike

Prática normal hoje é a Pirataria nas competições de bike

Eu pessoalmente ainda não tive a experiência de participar de algumas provas internacionais, porém, me baseando no relato de alguns amigos e perguntando sobre suas experiências fora do Brasil digo que, todos foram unânimes em me confirmar que a pirataria não é praticada fora do nosso país. Um dos fatores citados por eles é a cultura (educação) e outro que os valores das inscrições lá fora são mais baratos comparados aos valores cobrados aqui.

Para quem ainda não ouviu falar, esta ação é popularmente conhecida como “correr na pipoca”, ou seja, a pirataria nas competições de bike consiste no ato de “participar” de uma competição sem efetivamente estar inscrito na mesma.

Pirataria nas competições de bike

Este é um assunto que gera certa polêmica sobre o que é certo e errado, e o intuito deste texto não é recriminar o “pipoqueiro”, mas sim uma oportunidade de reflexão em um canal aberto para nós ciclistas compartilharmos nossas experiências.

Particularmente, eu sou totalmente contra a pirataria nas competições de bike, no qual é cobrado taxa de inscrição ou ingresso. Se o valor limitante é a disponibilidade financeira, cabe a cada um de nós aceitarmos e nos programarmos. Se o valor cobrado é visto como alto, se não concorda com o preço, não vá! Simples. Todos nós (inclusive eu) sabemos do alto custo do ciclismo, e na maioria das vezes não conseguimos atingir um nível desejado de equipamento e de participações em eventos. Eu por exemplo, fiz uma programação de 4 meses para conseguir participar da primeira edição do L`Étape Brasil.

Alguém entra de “pirata” no cinema? Não né? No máximo com uma pipoca! E no teatro? Então!

Na maioria das vezes, o que mais estimula essa prática é o valor das inscrições, que pode ser abusivo ou não. O atleta que se dispõe a participar de uma competição, seja ela, de bicicleta, pedestre, natação, etc…, precisa ter consciência de que, o fator determinante para avaliar se o custo da inscrição é alto ou baixo, não é o seu salário, mas sim os benefícios que a mesma reverte para o atleta participante.

É comum ouvirmos: “ Eu ganho Y como eu vou pagar X na inscrição daquela prova? E se eu participar de duas competições por mês? ”

Existem algumas questões importantes as quais deveríamos pensar:

A competição programada está dentro dos padrões (kit, segurança, apoio, organização) desejados se comparado ao valor cobrado? Se sim, por mais alto que seja, é justo!

É tão importante para mim participar desta corrida me submetendo ao pagamento de um preço visto como abusivo?

Com relação a minha consciência, como me sentirei participando da competição, não pagando e usufruindo dos kits durante o evento, tais como; água, lanche e muitas vezes até medalhas?

Agindo desta forma não estarei tirando o direito daquele que pagou pela inscrição para participar da corrida?

Será que procedendo assim, não estarei me igualando à aquele promotor/organizador que quer a qualquer custo colher os lucros e somente eles obtidos no seu evento com participação ou não de pipoca?

Vale a pena refletir e quero deixar aqui a minha manifestação e total apoio a qualquer tipo de sugestão que vise coibir os preços algumas vezes tidos como abusivos. Se realmente forem (investimento x retorno).

Correr na pipoca é colaborar em mídia e satisfazer os anseios do organizador do evento de mostrar que o mesmo teve significativa participação, além disso, correr na pipoca é como ir a festa sem ser convidado e quanto mais pessoas comparecerem, pagando ou não, o lucro é certo.

Veja a notícia original em: www.bikeelegal.com

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