Mobilidade foi tema no primeiro dia da Brasil Cycle Fair

Mobilidade foi tema no primeiro dia da Brasil Cycle Fair

Foto: Roberto Furtado/Brasil Cycle Fair

 

Neste domingo dia 27 começou a maior feira de bike da América Latina, a Brasil Cycle Fair 2015, no Expo Center Norte, em São Paulo-SP, e com ela o fórum “Cidades pequenas com alto índice de ciclismo”. O debate foi uma das principais atrações do primeiro dia, promovido pela UCB (União dos Ciclistas do Brasil).

No fórum, representantes de nove cidades de pequeno porte (até 100 mil habitantes) contaram as experiências que levaram suas cidades a terem vida ciclística atuante.

 

Presença das bicicletas

Arauacá, no Acre, é um exemplo desta vida. São cerca de 25 mil bicicletas em uma cidade de 40 mil habitantes; Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo, abriga 24 mil pessoas e 50% delas possuem bikes; São Fidéles-RS (60%) e Gurupí-TO (30%) também apresentaram os fatores determinantes para a cultura local adorar o uso deste meio de transporte.

“Mais uma vez a bicicleta se mostra forte culturalmente em cidades com características totalmente distintas e lidera o debate sobre gestão de mobilidade, inclusão e direito à cidade. É um novo momento para o entendimento mais aprofundado do que faz estas pessoas continuarem mantendo esta cultura forte. É o início de uma investigação necessária e temos dados enriquecedores”, afirma Daniel Guth, Coordenador de Mobilidade Urbana da feira.

As cidades de Tamandaré-PE, Cáceres-MT, Pedro Leopoldo-MG, Ilha Solteira-SP e Pomerode-SC também estiveram no fórum e encontraram características semelhantes como a cultura familiar, o uso de bicicleta para trabalhar e estudar e o crescimento espontâneo de grupos de ciclistas nestas localidades.

 

Temas abordados

Topografia, economia, larguras de vias, fomento da atividades através de bicicletários e eventos como travessias e passeios também estiveram na pautas dos representantes. Para Thiago Benfica, Procurador Geral de Curupí, o evento foi bastante proveitoso.

“Foi muito bom conhecer realidades parecidas e ideias diferentes de gestão. Estou agradecido pela chance de trocar experiências com cidades de todo o Brasil. Em Curupí o uso da bicicleta é enraizado, cultural, e continua forte mesmo com a aquisição de outros bens de transporte por parte da população, e pude passar isso para o público”, complementa Thiago.

 

 

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